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Remédio Santo

Blog feito por uma Farmacêutica para todos! Com o intuito de ajudar e tirar dúvidas de forma simples e prática, sobre tudo o que se considera "Indicação Farmacêutica". instagram: mariamourashappymoments

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Diferenças entre máscaras FFP1, FFP2 e FFP3

Nem todas as máscaras são iguais, não servem para as mesmas actividades e não protegem dos mesmos perigos.

 

As máscaras de papel basicamente não protegem, deve mesmo evitar o uso das mesmas. As normais máscaras cirúrgicas, não oferecem uma protecção eficaz contra vírus, de qualquer modo são melhores que as de papel e no caso de não ter umas FFP2, será sempre melhor do que não usar nada.

 

As FFP1 - Protecção contra partículas sólidas, com baixo grau de toxicidade específica (partículas, névoas e fumos não tóxicos)

 

As FFP2 - Protecção contra aerossóis sólidos/líquidos, perigosos/irritantes (partículas, fumos e aerossóis tóxicos) - alto poder de retenção

 

As FFP3 -  Protecção contra aerossóis sólidos/líquidos, muito tóxicos (partículas, fumos e aerossóis tóxicos e potencialmente cancerígenos) - máximo poder de retenção

 

Ora bem para uma protecção eficaz contra um vírus temos que utilizar pelo menos umas FFP2 

 

Como farmacêutica e neste panorama actual, aconselho o uso de máscara nas seguintes situações:

 

  • Sempre que esteja doente (diminui propagação)

 

  • Quando se dirige a um local fechado com várias pessoas onde não conseguimos manter a distância social exigida (supermercado, hospital, farmácia, transportes públicos)

 

Mais importante que máscara é a desinfecção constante das mãos com álcool em gel ou álcool a 70º e lavagem adequada das mãos com água e sabão durante 20 segundos.

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Qual a diferença entre o álcool a 70º e 96º afinal?

O álcool etílico (etanol) é considerado um anti-séptico e desinfectante de nível intermédio:

 

  • Desinfeção de superfícies de mobiliário e instrumentos/equipamentos, termómetros, diafragmas e olivas de estetoscópios, bandejas de medicação, ampolas e frascos de medicamentos, fibra óptica de endoscópios;

 

  • Antissepsia da pele/mãos, por profissionais de saúde, antes de injecções e punções.

 

Não aplicar sobre mucosas, tecidos lesados (o álcool etílico pode ser irritante), ferimentos abertos (devido ao risco de aumentar a lesão e promover o aparecimento de um coágulo sobre o qual as bactérias podem crescer e supurar o ferimento).

 

Mas se o álcool 70% é menos concentrado, por que é mais eficiente?

 

 A razão por trás disso é o modo de acção do álcool 70%.

 

O álcool 70% possui concentração óptima para o efeito bactericida, porque a desnaturação das proteínas do microrganismo faz-se mais eficientemente na presença da água, pois esta facilita a entrada do álcool para dentro da bactéria e também retarda a volatilização do álcool, permitindo maior tempo de contacto. Nessa concentração o etanol destrói bactérias, fungos e vírus.

 

O álcool 96% para desinfecção, ocorre uma coagulação extremamente rápida, não havendo penetração no interior da célula e, portanto, não matando o micróbio. Essa actuação ineficaz ocorre devida à rápida volatilização do etanol nessa concentração.

 

O grau de hidratação é um factor importante para a actividade antimicrobiana. Mas como chegaram à conclusão de que a concentração 70% é melhor do que em 50%, 60% ou 80%, por exemplo? Muitas pesquisas foram conduzidas, concluindo que uma boa actividade germicida ocorre entre 50 a 70%, sendo a máxima em 70% de diluição.

 

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Coronavírus 2019 - o que todos precisamos saber

COVID-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2. A infecção pode ser semelhante a uma gripe ou em casos mais severos, uma pneumonia.

 

Propagação

  • Por gotículas (tosse, espirros) em contacto com os olhos, nariz e boca

 

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As pessoas mais susceptíveis de serem infectadas são pessoas imunodeprimidas (sistema imunitário comprometido) e pessoas a partir dos 70 anos.

Como tal devemos primeiro que tudo melhorar o nosso sistema imunitário, fazendo vitamina C, equinácea, geleia real, entre outras (peça ajuda ao seu farmacêutico).

Utilizar desinfectantes de mãos sempre que não seja possível uma lavagem de mãos eficaz.

Evitar locais como cinemas, salas de espectáculo, centros comerciais, hospitais (caso não seja possível evitar uma ida ao hospital deve usar máscara, tipo FFP2 ou FFP3 com filtro).

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